Do Fedora ao Ubuntu, passando pelo Debian SID.
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Algumas pessoas sabem que sou um admirador do Fedora e que sempre destetei a política da Canonical apesar de admirar o trabalho do Debian. Porém, depois de ter diversos problemas no meu notebook (HP Pavillion DV2880br) com o Fedora, problemas como, Wi-fi não conectar em redes com criptografia WPA/WPA2, controle remoto não funcionar, botões de ajuste de brilho da tela não funcionam, não consigo abrir o drive de CD pressionando o botão e constantes updates, resolvi me aventurar no mundo Debian, primeiramente utilizando o Debian em sua versão unstable (SID).
Um bom sistema, estável na maior parte do tempo, deixando a desejar apenas na sua complicada instalação, onde temos que dar um aptitude dist-upgrade diversas vezes até que se torne completamente SID. Mas com essa dificuldade superada, vamos o uso. O Debian é um sistema maravilhoso, burocrático eu sei, mas mesmo assim um ótimo sistema, brilhante. Com o Debian SID já estável e atualizado, parti para o uso do dia a dia. Um sistema robusto, apesar de não ter como um de seus focos principais a beleza, segui usando-o como multimídia, alguns jogos para passar o tempo e para o tão glorioso trabalho. Virtualizações, terminal pra baixo e pra cima, tudo ótimo, estável e robusto como era se esperar. Depois de 4 meses de uso constante, uns problemas também me chatearam. As constantes atualizações, a quebra de alguns pacotes em alguns updates e principalmente as quebras que aconteceram duas vezes em todo o sistema, forçando a reinstalação de todo o sistema. Como o Debian Stable fica muito atrás no quesito atualidades, resolvi ir de uma vez para o Ubuntu.
Partindo diretamente para o Ubuntu 10.04 Alpha, já vi de cara que a Canonical enfim está aprendendo a “fazer linux”, ao contrário de algumas distribuições como o Fedora que nem sabe ainda qual seu público-alvo, do openSUSE que deixa seu sistema pesado e no formato mais corporativo, por fim a Canonical acertou, deixando o sistema desktop muito mais amigável ao usuário final. Apesar das constantes atualizações por eu estar usando um sistema ainda em desenvolvimento, ele se mostrou estável e com pequenos bugs que são corrigidos na sua maioria, a cada aptitude safe-upgrade.
Alguns problemas ainda são enfrentados com o VirtualBox, talvez por ser ainda uma distro em desenvolvimento, também tenho problemas com o Chrome Stable e outros problemas que não me lembro agora.
O Visual do Ubuntu está bastante agradável, tirando claro, a mudança dos botões das janelas do lado direito para o esquerdo, mas nada que o Ubuntu Tweak não resolva. Os ícones são perfeitos, o sistema está mais parecendo um MAC OS disfarçado de linux, clean, com menus bem organizados.
O Ubuntu ONE é uma boa iniciativa, porém no Brasil ainda não é uma realidade. Programas como o Central de Programas do Ubuntu facilitam a vida dos usuários leigos, trazendo a poucos cliques uma aplicação desejada, separada por tema e com suas descrições completas.
Uma coisa que me deixou muito animado foi a utilização das mais novas versões de muitos pacotes como o Firefox 3.6.3, o Kernel 2.6.32-20, Gnome 2.30 e por ai vai. Ah! O controle remoto também funcionou de primeira e claro, o WPA2 também!!!
Mas resumindo, o Ubuntu está se tornando uma distribuição bastante simplista, e ao mesmo tempo completa e objetiva. Uma distribuição limpa e sem muitos rodeios, onde o usuário final tem a poucos cliques tudo aquilo que ele necessita, deixando muito menos impactante a mudança da plataforma Windows para o Linux. A quantidade de aplicações e documentações referentes ao Ubuntu é quase infinita, isso deixa o usuário muito confortável para fazer a mudança e firmar o Ubuntu como seu sistema operacional principal com segurança e confiabilidade.
Continuo apoiando o Projeto Fedora, apesar de não ter tido muito tempo para isto, mas concordo com a política do Fedora Project Internacional e conheço trabalho de brasileiros que ajudam a fazer com que o Fedora seja uma das melhores distribuições linux da atualidade.


Ronaldo!! Brilha muito no Corinthians!!
Jabuticaba, o Ubuntu conseguiu fazer funcionar o controle remoto?
Consegui sim! De primeira!